Raça Ile de France – papel da raça na ovinocultura, a mulher na ovinocultura e a Associação

No último vídeo da série Raças no Brasil – Ile de France, fizemos um resumo do que a raça traz de benefícios para a cadeia da ovinocultura.

Também temos a participação da mulher na atividade com o prêmio Cabanheira do Ano, instituído pala ABCIF – Associação Brasileira de Criadores de Ile de France.

Para finalizar, com a palavra, o presidente da ABCIF.

Agradecemos de coração a ABCIF por ter “comprado” a ideia e ao Rafael e Denise Paim e a família Maggi (José Otávio, Virgínia e Gabriel) pela disponibilidade e por fazerem nosso projeto virar realidade.

É apenas o início. Aguarde os próximos vídeos!

Uma boa mãe cuida do seu filhote

Já reparou o comportamento de uma mãe com seu filhote? Como ela cuida dele?

Além de parir (dar cria), ter leite suficiente para alimentar o filhote, uma boa mãe precisa ser cuidadosa, estar sempre atenta. Esse comportamento aumenta a sobrevivência da cria. Um cabrito ou cordeiro indefeso, sem a mãe por perto, além de poder se perder do rebanho (no caso de propriedades maiores), pode também servir de “refeição” para um predador.

 

No vídeo, é possível observar uma ovelha que deu cria há pouco tempo e, mesmo acompanhando o rebanho, caminha um pouco mas espera para ver se o cordeirinho está por perto.

É importante ficar atento ao comportamento dessa ovelha ou cabra, pois comportamento materno também é genético e pode ser selecionado (ou no caso, descartado por não cuidar da cria).

Claro que não é uma regra, até porque em alguns casos, como em rebanhos leiteiros, principalmente em caprinos onde é feito o controle do vírus da CAE (Artrite Encefalite Caprina), o cabrito já é separado da cabra após o nascimento. Outros fatores também podem fazer uma ovelha ou cabra abandonar o filhote: baixa condição corporal (estar muito magra), parto difícil e animal de primeira cria.

Podemos ter mais um critério para selecionar e assim melhorar nosso rebanho! 😉

Fique com o que é bom. Descarte o que não serve


É comum o descarte de animais somente pelos “dentes”, ou seja, descarte de fêmeas/ matrizes somente pela idade. A cada ano, o produtor seleciona as ovelhas ou cabras que ficarão no rebanho pelas mais novas, descartando as mais velhas. Isso é certo? É errado?

Sim e sim. É certo descartar animais com dentes muito gastos, pois terão dificuldades para se alimentar e produzir no próximo ano. E sim, não é recomendado selecionar o descarte SÓ pelos dentes.

Por que? Se usarmos somente os dentes como critério de seleção, nosso rebanho e nossa produção tende a permanecer igual, pois não selecionaremos os melhores para multiplicar e melhorar ainda mais a produção. E nem descartaremos os piores animais, e estes continuarão a ser multiplicados (permanecerão na cria) e não melhoraremos a produção. Ou seja, é perda de tempo e de dinheiro. Podemos ganhar mais se também selecionarmos nosso rebanho para produção.

No vídeo a seguir, usamos um modelo que utilizamos no Borregãonossa Consultoria em Pecuária (conheça nossos serviços –  www.borregao.com.br )