Abrigo para os animais e redução na mortalidade de cordeiros e cabritos

A falta de abrigo para os animais é um dos motivos da alta mortalidade dos cordeiros e cabritos em regiões frias. Isto é fato! Você deve estar pensando “que bobagem, há anos atrás ninguém construía casa para as ovelhas e cabras e nem por isso morreram todas…” Digo isso a todo produtor que me pergunta se elas precisam de galpão. Não está entendendo?

Há anos atrás, os animais tinham abrigos naturais. Hoje, muitas propriedades não tem, ou as áreas que tem já não dá para colocar as ovelhas e cabras (roubo, predadores, etc). Com isso, em algumas regiões, com as fêmeas parindo em pleno inverno, há alta mortalidade dos filhotes, principalmente em dias chuvosos e com vento, se não há abrigos.

Sempre oriento a solucionar problemas com baixo custo. Vou mostrar a ideia de um pequeno produtor, com poucos recursos. A propriedade não tinha árvores (as que estão atrás na foto são do vizinho) e o produtor resolveu pegar uma lona de caminhão, dessas que “jogam” fora nos postos de combustível quando tem algum defeito, e fez um abrigo para as ovelhas dentro da mangueira.

Deixou de ter mortalidade perto de 40% , caindo para 10%. O produtor me contou que, no dia que montou, estava chuviscando e as ovelhas já estavam embaixo da lona enquanto ele terminava de montar.

Quem quer acha um jeito, quem não quer, acha uma desculpa…

Foi dizendo isso que mostrei a foto acima e contei a história numa palestra.

Qual não foi minha surpresa ao fazer uma consultoria em outro criador, ele comentar sobre a palestra e me mostrar isso:

Gostou da ideia, também conseguiu a lona num posto de combustível e com material que tinha na propriedade, fez o “abrigo”. Propriedade maior, mais animais, abrigo maior. Mas com a mesma simplicidade. Nem preciso dizer que os resultados com mortalidade também melhoraram.

Por favor, sem desculpas…

Raça Ile de France – papel da raça na ovinocultura, a mulher na ovinocultura e a Associação

No último vídeo da série Raças no Brasil – Ile de France, fizemos um resumo do que a raça traz de benefícios para a cadeia da ovinocultura.

Também temos a participação da mulher na atividade com o prêmio Cabanheira do Ano, instituído pala ABCIF – Associação Brasileira de Criadores de Ile de France.

Para finalizar, com a palavra, o presidente da ABCIF.

Agradecemos de coração a ABCIF por ter “comprado” a ideia e ao Rafael e Denise Paim e a família Maggi (José Otávio, Virgínia e Gabriel) pela disponibilidade e por fazerem nosso projeto virar realidade.

É apenas o início. Aguarde os próximos vídeos!

Uma boa mãe cuida do seu filhote

Já reparou o comportamento de uma mãe com seu filhote? Como ela cuida dele?

Além de parir (dar cria), ter leite suficiente para alimentar o filhote, uma boa mãe precisa ser cuidadosa, estar sempre atenta. Esse comportamento aumenta a sobrevivência da cria. Um cabrito ou cordeiro indefeso, sem a mãe por perto, além de poder se perder do rebanho (no caso de propriedades maiores), pode também servir de “refeição” para um predador.

 

No vídeo, é possível observar uma ovelha que deu cria há pouco tempo e, mesmo acompanhando o rebanho, caminha um pouco mas espera para ver se o cordeirinho está por perto.

É importante ficar atento ao comportamento dessa ovelha ou cabra, pois comportamento materno também é genético e pode ser selecionado (ou no caso, descartado por não cuidar da cria).

Claro que não é uma regra, até porque em alguns casos, como em rebanhos leiteiros, principalmente em caprinos onde é feito o controle do vírus da CAE (Artrite Encefalite Caprina), o cabrito já é separado da cabra após o nascimento. Outros fatores também podem fazer uma ovelha ou cabra abandonar o filhote: baixa condição corporal (estar muito magra), parto difícil e animal de primeira cria.

Podemos ter mais um critério para selecionar e assim melhorar nosso rebanho! 😉

Raça Ile de France – gene Vacaria e seu impacto na produção, dúvidas sobre a raça e o papel da ABCIF

No vídeo de hoje, falamos sobre o Gene Vacaria, que foi identificado pela Embrapa e que confere ao rebanho um número maior de partos múltiplos, aumentando a produção de cordeiros. Se bem trabalhado, pode gerar mais renda para o produtor, aumentando a produtividade.

Também tiramos dúvidas sobre a raça, como o fato de respeitar cercas, se tem ou não mais problemas de casco e se é uma raça rústica ou mais exigente. Confere no vídeo.

O que a ABCIF tem feito pelos associados e qual o benefício de fazer parte da “família Ile de France”.

O vídeo foi realizado em parceria com a ABCIF – Associação Brasileira de Criadores de Ile de France.

No próximo vídeo, falaremos sobre o papel da mulher na atividade e o que a raça Ile de France pode auxiliar na ovinocultura.  Acompanhe!

Raça Ile de France – pigmentação, qualidade da lã e cruzamentos

No terceiro vídeo da Série Raças no Brasil – ILE DE FRANCE, acompanhe mais sobre o padrão racial, como peso e cascos. Saiba também quais as vantagens do cruzamento com o Ile de France, a raça que tem uma das melhores qualidades de lã entre as raças de carne, além de ter uma época de parição mais prolongada, motivo pelo qual tem sido muito procurada para cruzamento em propriedades que trabalham com lavoura de soja (e tem pastagem de inverno no cedo, gerando melhor aproveitamento da mesma).

Tem dúvidas sobre o peso ao nascer dos cordeiros e se há problemas de trancar cordeiros no cruzamento com o Ile de France? Veja no vídeo muito mais informação sobre a raça.

O vídeo foi realizado em parceria com a ABCIF – Associação Brasileira de Criadores de Ile de France.

Nas próximas semanas, publicaremos os outros vídeos, onde falaremos sobre a descoberta do gene Vacaria, ligado a prolificidade e um pouco mais sobre o que a ABCIF está fazendo pela raça e pelos associados. Acompanhe!

Raça Ile de France – saiba como escolher uma boa ovelha

No segundo vídeo da série Raças no Brasil – Ile de France, saiba quais as características são importantes para a seleção de boas fêmeas. Com essas dicas, também fica mais fácil na hora de comprar animais bons e com boas características produtivas da raça, gerando mais ganho para a criação. E sabe como essa raça foi trazida para o Brasil, há mais de 40 anos? Confere no vídeo…

O vídeo foi realizado em parceria com a ABCIF – Associação Brasileira de Criadores de Ile de France.

Nas próximas semanas, publicaremos os outros vídeos, onde falaremos sobre os carneiros e o que é importante na escolha de um bom reprodutor, a característica da raça que é de produzir cordeiros em diferentes épocas do ano e um pouco mais sobre o que a ABCIF está fazendo pela raça e pelos associados. Acompanhe!

Caindo a lã sem causa aparente? Pode ter sido uma febre…

 

Em animais com lã, que são esquilados (tosquiados/ tosados) a cada ano, a lã não cai espontaneamente, a não ser que tenha algum problema: piolho, sarna ou o animal, por algum motivo, teve “febre” (aumento da temperatura corporal) umas semanas antes.

Após algumas semanas da febre, é comum que a lã comece a cair. Não de uma vez só, vai cando e cada vez que o animal se coça ou se encosta em algo, vai deixando pedaços da lã.

Num primeiro momento, é preciso excluir que seja alguma parasitose, como piolho ou sarna. Se não “enxergar” nada de anormal, olhe mais de perto que é fácil identificar quando é apenas resultado de uma “febre” que já passou.

Na imagem abaixo, temos o ponto de ruptura da fibra: quando há o aumento da temperatura (“febre”), a lã sofre uma ruptura e, à medida que cresce, esse ponto de ruptura (enfraquecimento) vai ficando mais distante do couro e mais frágil, sendo arrancado com uma “coçada” numa cerca, por exemplo. Ao olharmos de perto, fica bem fácil ver que há lã crescendo junto ao couro do animal e uma linha bem fina que separa a lã nova da mecha de lã antiga. É exatamente esse o ponto de ruptura (enfraquecimento) que faz com que a lã se desprenda e caia.

 

Mas não se preocupe! Assim que a lã cair toda, a ovelha vai ficar com um lindo “casaquinho” novamente 🙂