Pode ter grama onde os animais dormem?

Em várias propriedades, em virtude de roubo ou ataque de cães ou outros predadores, o rebanho fica preso numa mangueira ou num cercado menor durante a noite. Apesar de proteger o rebanho por um lado, pode aumentar e muito a verminose, se alguns cuidados não forem tomados.

Como a verminose é transmitida através das fezes e a principal forma de contaminação é através da ingestão de pasto contaminado, quanto mais concentrado os animais ficarem, maior a contaminação de verminose no local. Um dos erros que encontramos frequentemente nesse sistema de dormirem na mangueira, por exemplo, é que muitas vezes o produtor cuida do controle da verminose no campo (faz rodízio de piquetes, por exemplo), mas os animais voltam toda noite para um mesmo local extremamente contaminado.

Apesar de normalmente ter pouco pasto / verde, em virtude da concentração e pisoteio, sempre tem um “verdinho” no meio, que graças à grande quantidade de esterco, sobrevive e cresce vigorosamente. Já imaginaram a contaminação de cada “graminha” dessas? É extremamente alta em virtude da grande quantidade de fezes.

Por isso devemos manter a área de repouso ou onde os animais dormem somente com terra ou com alguma cobertura seca (casca de arroz ou a própria palha, por exemplo). É importante não ter grama para os animais pastarem e se contaminarem, mas também é preciso ter alguma cobertura para que em épocas de chuva, não vire barro e ocorram problemas de casco. Senão, é cuidar de uma coisa e estragar outra 🙁

Como a quantidade de adubo (esterco) é muito grande, devemos manter o controle sobre a brotação. Ao menor sinal de rebrote, precisamos tomar uma atitude rapidamente.

 

 

 

Problemas com excesso de moscas no galpão de piso ripado? Temos uma sugestão de controle…

Para quem tem galpão suspenso, com piso ripado, um dos problemas enfrentados é o excesso de moscas “criadas” no esterco que fica embaixo do galpão. As moscas procuram as fezes dos animais para colocarem ovos, que se transformam em larvas e dão origem a novas moscas. Quando nenhuma atitude para o controle é tomada, o que vemos é um galpão onde é preciso ficar literalmente de “boca fechada para não entrar mosca”, de tantas que tem.

Existem várias formas de controle e vamos sugerir uma bem sustentável, que além de não usar produtos químicos, ainda gera produtos muito bons, como ovos e carne.

Na natureza, faz parte do hábito alimentar das galinhas ciscar insetos e larvas pelo chão. Então por quê não aproveitar para consorciar a criação de ovinos / caprinos com uma pequena criação de galinhas? Elas farão o controle biológico das moscas, comendo as larvas e pupas que estão nas fezes embaixo do galpão.

Antes de fazer cara feia e pensar “que nojo”, lembre que isso faz parte da dieta natural das galinhas na natureza. E que uma larva é pura proteína 😉

Mas claro, temos que ter alguns cuidados pois senão as galinhas podem trazer prejuízos à criação. Queremos que elas fiquem embaixo do ripado e não junto com os ovinos e caprinos. Para quem tem galinha, sabe que é um bichinho danado que adora sujar por onde passa. E não queremos fezes de galinha no cocho dos animais, certo? Isso poderia acarretar a transmissão de algumas doenças e queremos só a parte boa dessa parceria.

O ideal é manter as aves em um cercado e que tenham acesso a parte debaixo do galpão, onde ficam depositadas as fezes dos animais. Para evitar que elas “voem” e entrem no galpão, uma técnica simples e eficiente é cortar as penas das asas.

Existem trabalhos que mostram a grande redução na quantidade de moscas com o controle através de galinhas (e pode ser galinha d´angola também).

Nesse vídeo, de uma matéria sobre instalações para caprinos, mostra uma propriedade onde é utilizado esse sistema (a partir do minuto 6:20). Confira: