Criptorquidismo induzido – uma forma de castração

Já ouviu falar em criptorquidismo induzido? O nome é complicado mas a técnica é simples: na castração tradicional, os testículos são retirados (seja com faca ou com borrachinha). Nessa técnica, os testículos ficam dentro da barriga do cordeiro ou cabrito. Com isso, temos a produção de hormônios como se o animal fosse inteiro, o que gera um maior ganho de peso, mas ao mesmo tempo a capacidade reprodutiva fica comprometida. Teoricamente, um animal criptorquida (com os testículos na barriga), não tem capacidade de reproduzir.

Os testículos estão localizados fora do corpo, pendurados, pois precisam de temperatura menor que a corporal para a produção de espermatozóides. Teoricamente, dentro da barriga, com a temperatura corporal, não tem capacidade de produzir espermatozóides e são inférteis…

No vídeo abaixo, tem uma explicação mais detalhada de como funciona e quais as vantagens e desvantagens dessa técnica:

vantagem é que os animais ganham mais peso do que se fossem retirados os testículos. A desvantagem é que os cordeiros e cabritos terão menor deposição de gordura na carcaça. A realidade de cada um (sistema de manejo, raça, alimentação) é que vai definir se essa técnica é boa ou não para a propriedade.

Quer saber se é melhor castrar ou não? Veja essa DICA – Castrar ou não castrar, eis a questão…

Se quiser entender melhor qual a diferença entre animais inteiros (sem castrar), castrados e com criptorquidismo induzido, tem um trabalho que compara os três. Conforme a raça e sistema de criação, haverá diferenças, mas no trabalho já dá pra ter uma ideia

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Castrar ou não castrar, eis a questão…

Muitas são as dúvidas na criação de ovinos e caprinos. Uma delas é sobre o manejo com os machos, nos rebanhos comerciais: castrar ou não castrar os machinhos… Não existe regra nem o que é melhor ou pior, cada propriedade e sistema de produção vai definir se é melhor castrar ou deixar os animais inteiros (sem “capar”).

Nossa ideia é auxiliar na tomada de decisão, ou seja, ajudar a pensar se para o seu sistema o melhor é castrar ou não…

Se a ideia é abater/carnear o animal jovem, com até 6-7 meses (em algumas raças ou regiões, até um pouco mais tarde), não há necessidade de castrar. Mas se não tiver certeza que conseguirá até esse prazo, o ideal seria castrar já novinho.

Vários são os motivos que acabam fazendo com que os produtores castrem os machinhos:

  • facilita o manejo (dá para deixar junto das fêmeas, sem preocupação de emprenhar quem não deve);
  • às vezes a ideia é vender jovem, mas acontecem alguns problemas na criação e acaba atrasando o desenvolvimento. Se os machinhos estão inteiros podem já começar a puberdade e a “montar” uns nos outros, ficando agitados e impedindo que ganhem peso e depositem gordura de acabamento;
  • em raças com mais dificuldade de depositar gordura, castrar facilita a terminação (ter gordura subcutânea ideal para o abate – apesar da maioria não gostar de “graxa”, é importante a carcaça ter cobertura de gordura para que não fique azulada no resfriamento…). Afinal, ninguém quer comprar carne azul, certo? 😉

No vídeo a seguir, fizemos um esquema para auxiliar na decisão, com pontos importantes a avaliar.

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