Pode ter grama onde os animais dormem?

Em várias propriedades, em virtude de roubo ou ataque de cães ou outros predadores, o rebanho fica preso numa mangueira ou num cercado menor durante a noite. Apesar de proteger o rebanho por um lado, pode aumentar e muito a verminose, se alguns cuidados não forem tomados.

Como a verminose é transmitida através das fezes e a principal forma de contaminação é através da ingestão de pasto contaminado, quanto mais concentrado os animais ficarem, maior a contaminação de verminose no local. Um dos erros que encontramos frequentemente nesse sistema de dormirem na mangueira, por exemplo, é que muitas vezes o produtor cuida do controle da verminose no campo (faz rodízio de piquetes, por exemplo), mas os animais voltam toda noite para um mesmo local extremamente contaminado.

Apesar de normalmente ter pouco pasto / verde, em virtude da concentração e pisoteio, sempre tem um “verdinho” no meio, que graças à grande quantidade de esterco, sobrevive e cresce vigorosamente. Já imaginaram a contaminação de cada “graminha” dessas? É extremamente alta em virtude da grande quantidade de fezes.

Por isso devemos manter a área de repouso ou onde os animais dormem somente com terra ou com alguma cobertura seca (casca de arroz ou a própria palha, por exemplo). É importante não ter grama para os animais pastarem e se contaminarem, mas também é preciso ter alguma cobertura para que em épocas de chuva, não vire barro e ocorram problemas de casco. Senão, é cuidar de uma coisa e estragar outra 🙁

Como a quantidade de adubo (esterco) é muito grande, devemos manter o controle sobre a brotação. Ao menor sinal de rebrote, precisamos tomar uma atitude rapidamente.

 

 

 

Caindo a lã sem causa aparente? Pode ter sido uma febre…

 

Em animais com lã, que são esquilados (tosquiados/ tosados) a cada ano, a lã não cai espontaneamente, a não ser que tenha algum problema: piolho, sarna ou o animal, por algum motivo, teve “febre” (aumento da temperatura corporal) umas semanas antes.

Após algumas semanas da febre, é comum que a lã comece a cair. Não de uma vez só, vai cando e cada vez que o animal se coça ou se encosta em algo, vai deixando pedaços da lã.

Num primeiro momento, é preciso excluir que seja alguma parasitose, como piolho ou sarna. Se não “enxergar” nada de anormal, olhe mais de perto que é fácil identificar quando é apenas resultado de uma “febre” que já passou.

Na imagem abaixo, temos o ponto de ruptura da fibra: quando há o aumento da temperatura (“febre”), a lã sofre uma ruptura e, à medida que cresce, esse ponto de ruptura (enfraquecimento) vai ficando mais distante do couro e mais frágil, sendo arrancado com uma “coçada” numa cerca, por exemplo. Ao olharmos de perto, fica bem fácil ver que há lã crescendo junto ao couro do animal e uma linha bem fina que separa a lã nova da mecha de lã antiga. É exatamente esse o ponto de ruptura (enfraquecimento) que faz com que a lã se desprenda e caia.

 

Mas não se preocupe! Assim que a lã cair toda, a ovelha vai ficar com um lindo “casaquinho” novamente 🙂