A importância do chifres na reprodução dos caprinos

O sonho de trabalhar só com caprinos mochos (sem chifres/guampas) acompanha a maioria dos criadores, principalmente aqueles voltados para a produção de leite. E o mochamento (retirada dos chifres, mesmo que só o botão), realizado nos cabritinhos bem novos, é uma prática comum nos criatórios. Mas então por que não utilizamos só animais mochos (que já nascem com o gene para não ter chifres)? Se só cruzarmos cabras e bodes sem chifres, a grande maioria dos cabritinhos nasceriam mochos… Seria perfeito, se não fosse um detalhe: animais mochos, se homozigotos, são inférteis ou subférteis.

Para não ter problemas de fertilidade, basta que um dos pais (a cabra ou o bode), tenham chifres. Como é mais fácil controlar pelo bode, e ele deixa muito mais filhotes que uma cabra normalmente, é que indicamos que o bode sempre seja aspado /chifrudo.

No artigo abaixo, tem todas as explicações do porquê isso acontece.

 

Você sabe o que significa a tatuagem de registro nos ovinos?

No Brasil, o registro genealógico de ovinos é responsabilidade da ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, homologada pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para identificar os animais registrados é utilizada a tatuagem nas orelhas. Cada categoria de registro (PO / RGB / SO / RD ou CG) tem uma regra. Entenda qual a tatuagem utilizada em cada caso.

Os animais registrados além de números de identificação da cabanha e do próprio animal, levam ainda símbolos para identificar qual a categoria de registro. Um animal que não tem esse símbolo, que é exclusivo dos técnicos da ARCO, certamente não tem registro. Isso serve para orientar na compra de animais, para não comprar gato por lebre…

Animais PO (Puro de Origem): recebem o símbolo ARCO

Animais PC (Puro por Cruzamento): recebem o símbolo RGB

Animais SO (Selecionados): recebem o símbolo SO

Animais RD (Raça Definida): recebem o símbolo RD

Animais CG (Geração Controlada): recebem o símbolo CG

 

 

Além dessas identificações, animais com genes de prolificidade, como o VACARIA no Ile de France e o BOOROLA no Texel e Corriedale, tem um sinete específico para animais que foram genotipados:

VACARIA: VV, VN ou NN

BOOROLA: BB, BN ou NN

 

Caindo a lã sem causa aparente? Pode ter sido uma febre…

 

Em animais com lã, que são esquilados (tosquiados/ tosados) a cada ano, a lã não cai espontaneamente, a não ser que tenha algum problema: piolho, sarna ou o animal, por algum motivo, teve “febre” (aumento da temperatura corporal) umas semanas antes.

Após algumas semanas da febre, é comum que a lã comece a cair. Não de uma vez só, vai cando e cada vez que o animal se coça ou se encosta em algo, vai deixando pedaços da lã.

Num primeiro momento, é preciso excluir que seja alguma parasitose, como piolho ou sarna. Se não “enxergar” nada de anormal, olhe mais de perto que é fácil identificar quando é apenas resultado de uma “febre” que já passou.

Na imagem abaixo, temos o ponto de ruptura da fibra: quando há o aumento da temperatura (“febre”), a lã sofre uma ruptura e, à medida que cresce, esse ponto de ruptura (enfraquecimento) vai ficando mais distante do couro e mais frágil, sendo arrancado com uma “coçada” numa cerca, por exemplo. Ao olharmos de perto, fica bem fácil ver que há lã crescendo junto ao couro do animal e uma linha bem fina que separa a lã nova da mecha de lã antiga. É exatamente esse o ponto de ruptura (enfraquecimento) que faz com que a lã se desprenda e caia.

 

Mas não se preocupe! Assim que a lã cair toda, a ovelha vai ficar com um lindo “casaquinho” novamente 🙂