Ficha de controle de nascimentos

Para melhorar a produção e ganhar mais dinheiro com as ovelhas e cabras é importante que a gente tenha controle do rebanho. E não precisa ser no computador nem com programas sofisticados. O que interessa é começar: precismos ter a informação!

Começamos com fichas de papel mesmo, que podem ser usadas facilmente e tem custo baixo, só precisa ter um modelo e imprimir. Depois, podemos passar essas informações para o mais completo sistema de controle de rebanho ou simplesmente analisar nas fichinhas mesmo. Ou seja, não tem desculpa para não ter o controle.

Mas para que tudo isso? Para que eu possa saber quem são meus melhores animais em produção, focar neles para manter no rebanho e multiplicar (reproduzir) esses animais. Se meu rebanho é pequeno, posso guardar na cabeça a história de cada cabra ou ovelha, mas quando é maior, fica difícil saber os detalhes de cada uma. Então, por que não anotar? Basta um papel e lápis (sim, lápis é melhor para região pois o papel fica úmido e a caneta pode não funcionar).

Que tal começar pelo controle dos nascimentos? Não precisa ter muita informação, começamos pelas básicas.

Mas eu não tenho identificação no rebanho (não uso tatuagem, brinco, colar ou outra forma de identificação individual), não posso fazer? Claro que pode! Podemos identificar, num primeiro momento, as matrizes (ovelhas e cabras) com número pintado com tinta (veja o exemplo na foto abaixo).

Viu, não tem desculpa, sempre existe uma solução

Se não tem ideia de como fazer uma ficha de controle de nascimento, segue um modelo. Você pode imprimir ou então usar de modelo para montar a sua! Bora começar a controlar?

Abaixo, os modelos para ovinos e caprinos. A ideia é a mesma, só muda o nome! 😉

Temos também outros modelos de fichas de controle, clique em Material de Apoio!

CAPRINOS

OVINOS

 

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Uma forma de segurar o animal sem precisar fazer força

Muitas vezes passamos trabalho com os animais por falta de instalações práticas. E alguns pensam que instalação tem que ser cara…

Ideias simples, baratas (muitas vezes feitas na propriedade), podem nos dar uma baita mão, diminuir o estresse dos animais e o nosso, afinal, quem não prefere trabalhar com mais conforto e fazendo menos esforço?

Nessa propriedade, foi feito um “canzil” para segurar os animais (tem tamanho de pescoço maior para os adultos e menor para os filhotes). Com isso, além do animal ficar menos estressado, pois não tem alguém agarrando ele, fica mais prático para a aplicação de medimentos, casqueamento e qualquer outro manejo necessário.

 

Tem uma ideia melhor ou diferente? Manda para a gente. Quanto mais facilitarmos o nosso trabalho, melhor. E se temos uma ideia boa, por que não compartilhar com outros produtores? Toda a cadeia produtiva ganha…

 

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É cabra ou ovelha? Sabe como diferenciar?

Existem dezenas de raças de ovinos e caprinos pelo mundo. Aqui mesmo no Brasil, há diferentes raças. Você sabe a diferença entre um ovino e um caprino? Fácil? Nem sempre…

O mais comum é achar que ovelha tem e cabra não (principalmente no sul do país, onde não é tão comum a ovelha deslanada) ou achar que cabras tem chifres (guampas ou cornos)  e ovelhas não, entre outras diferenças… Mas assim como temos ovelhas sem lã (deslanadas) existem raças de cabras com pêlos compridos que parecem , como a raça Angorá, da foto abaixo.

Quer uma dica? Não olhe para a cara… 🙂 A maneira mais fácil de saber se é uma cabra ou ovelha é olhando para a cauda (também chamada de rabo ou cola).

Veja no vídeo a explicação mais fácil para saber se é uma cabra ou uma ovelha 😉

 

RESUMINDO

Se tiver cauda para cima, é cabra

Se a cauda for para baixo, é ovelha

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Ovinos Naturalmente Coloridos – Como “Nascem os Coloridos”

Durante anos, os rebanhos com lã no Brasil foram selecionados para a produção de lã branca. E vocês sabem por quê? Pois a lã branca aceita qualquer tingimento. Para a indústria, a lã naturalmente colorida não tinha valor. Mas a situação hoje está mudando: as pessoas estão atrás de produtos naturais e diferenciados. A lã branca continua sendo mais importante, mas existe um nicho de mercado crescendo: produtos com lã naturalmente coloridas, criando peças únicas.

Conheça um dos principais produtos do ovinos naturalmente coloridos: o pelego! Com o aumento dos esportes com cavalos, principalmente no Rio Grande do Sul, houve um aumento na procura por pelegos pretos, com alto valor agregado. O que abriu mercado para os ovinos naturalmente coloridos e para o uso da lã em outros produtos também.

Vejo o segundo vídeo da série Ovinos Naturalmente Coloridos!

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Ovinos Naturalmente Coloridos – A “ovelha negra”

Todo mundo já ouviu falar em “ovelha negra”, nem que seja “da família”… 🙂

Nos ovinos com lã é natural nascer, mesmo de um rebanho só de ovelhas brancas, algum animal “colorido“: marrom, preto ou cinza.

Há pouco mais de 10 anos, a partir da Associação de Criadores de Karakul (que é uma raça onde a predominância é da lã “colorida”), foi fundada a ABCONC – Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Naturalmente Coloridos e foi conseguido junto ao Ministério da Agricultura e ARCO (Associação Brasileira de Criadores de Ovinos), o registro desses animais que tem padrão racial de uma determinada raça, mas nascem com a lã colorida, ao invés de branca.

Quer conhecer um pouco mais sobre esses ovinos? Veja mais no vídeo…

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Quem é o responsável por partos de gêmeos? A fêmea ou o macho?

Para aumentar a produção de cordeiros e cabritos, é importante que tenhamos gêmeos no rebanho. Quanto mais cabritos e cordeiros nascerem, das mesmas mães, mais produtos teremos para vender… Isto é matemática. Se uma fêmea parir 2 ou 3 filhotes, maior é a minha produção sem a necessidade de aumentar o rebanho.

Mas para que o número de partos gemelares (nascimento de gêmeos) no rebanho seja grande, há dois fatores importantes: a genética e a nutrição.

A genética começa pela matriz (a fêmea): é ela que determina se, naquela parição, vai produzir 1, 2, 3 filhotes (ou mais). Alguns pensam que é o macho, mas é a fêmea a responsável pela ovulação, e ela é que vai determinar se terá 1 ou mais óvulos. O macho não afeta na produção diretamente (ele num salto, libera milhões de espermatozóides). Mas o carneiro e o bode são importantes, dentro do rebanho, para passar a “genética de gêmeos” para as filhas dele. Não afetam na produção atual, mas afetarão nas produções futuras.

Para aumentar o número de partos gemelares no rebanho, é importante selecionar além das ovelhas/cabras que pariram gêmeos, as filhas delas. Pois tem grande chance de carregarem essa “genética” de partos múltiplos. E utilizar reprodutores (machos) nascidos de parto duplo, pois tem grande chance de ter a genética e passar para as filhas…

A partir daí, a nutrição é que vai deixar a genética se expressar. Ou seja, não adianta ter a genética no rebanho se na hora da cobertura as fêmeas estiverem em baixas condições alimentares (baixa condição corporal).

Quer entender melhor como funciona? Dá uma olhada no vídeo:

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Sabe calcular quanto de “pasto” precisa para seus animais?

É muito comum encontrarmos criações que, numa altura do ano, falta comida no campo e o produtor tem que ir atrás de outras formas de alimentar seus animais: comprar comida fora (silagem, feno, capineira) ou deixar os animais passando fome (comendo bem menos do que deveriam, resultando em emagrecimento e baixa na produtividade).

Por isso é importante o planejamento, saber calcular quanto preciso de comida para que as minhas ovelhas / cabras possam produzir bem. E não é tão difícil assim.  Veja no artigo abaixo, como fazer o cálculo para o ano todo, dependendo da quantidade de animais, produção, categorias, etc.

OrcamentoAnualForrageiro

Recentemente, a EMBRAPA lançou também o APP Orçamento Forrageiro, para Android. Por enquanto, só está disponível para a região nordeste e Minas Gerais.

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Castrar ou não castrar, eis a questão…

Muitas são as dúvidas na criação de ovinos e caprinos. Uma delas é sobre o manejo com os machos, nos rebanhos comerciais: castrar ou não castrar os machinhos… Não existe regra nem o que é melhor ou pior, cada propriedade e sistema de produção vai definir se é melhor castrar ou deixar os animais inteiros (sem “capar”).

Nossa ideia é auxiliar na tomada de decisão, ou seja, ajudar a pensar se para o seu sistema o melhor é castrar ou não…

Se a ideia é abater/carnear o animal jovem, com até 6-7 meses (em algumas raças ou regiões, até um pouco mais tarde), não há necessidade de castrar. Mas se não tiver certeza que conseguirá até esse prazo, o ideal seria castrar já novinho.

Vários são os motivos que acabam fazendo com que os produtores castrem os machinhos:

  • facilita o manejo (dá para deixar junto das fêmeas, sem preocupação de emprenhar quem não deve);
  • às vezes a ideia é vender jovem, mas acontecem alguns problemas na criação e acaba atrasando o desenvolvimento. Se os machinhos estão inteiros podem já começar a puberdade e a “montar” uns nos outros, ficando agitados e impedindo que ganhem peso e depositem gordura de acabamento;
  • em raças com mais dificuldade de depositar gordura, castrar facilita a terminação (ter gordura subcutânea ideal para o abate – apesar da maioria não gostar de “graxa”, é importante a carcaça ter cobertura de gordura para que não fique azulada no resfriamento…). Afinal, ninguém quer comprar carne azul, certo? 😉

No vídeo a seguir, fizemos um esquema para auxiliar na decisão, com pontos importantes a avaliar.

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Uso do pastoreio rotativo na criação de ovinos e caprinos

Existem vários sistemas de criação de ovinos e caprinos. Independente da escolha, o que importa é ter resultado produtivo e financeiro. Não existe (infelizmente, senão já estaria rica!) uma fórmula  mágica e que sirva para todas as propriedades e regiões. Às vezes até mesmo propriedades vizinhas, com sistemas iguais, tem resultados totalmente diferentes. Essa é a beleza de trabalharmos com biologia (onde nem sempre 1 + 1 = 2). Mas também está aí o desafio do dia a dia.

Quando falamos em alimentação dos animais, existem diferentes sistemas: confinamento (dentro de um galpão ou aprisco), extensivo (à campo ou na caatinga, por exemplo) e mesmo uma mistura desses dois, onde os animais vão ao campo mas também recebem suplementação no cocho – nem que seja pra voltar pra casa 🙂

Se a escolha é pela alimentação à campo, onde as ovelhas e as cabras caminham até o alimento, podemos trabalhar também de diferentes formas, mas o mais comum é o pastoreio contínuo (animais ficam por períodos longos no mesmo “campo”) e o pastoreio rotativo (o “campo” é dividido em vários espaços menores e os animais ficam poucos dias em cada, fazendo um rodízio do local onde se alimentam).

Se a ideia é fazer pastoreio rotativo, algumas dicas são importantes e precisamos estar atentos para ter o melhor resultado com esse sistema. Um erro que vejo muito e que causa grandes prejuízos (chegando ao ponto de abandonarem o rotativo), é a área de lazer apresentar grama/pasto. Ou trabalhamos sem área de lazer (tendo sombra e água em todos os piquetes) ou então a verminose pode sair do controle, em virtude da alta lotação e dos animais estarem ali todos os dias (não ocorrendo rodízio nessa área).  Não existe sistema perfeito, existe sistema bem trabalhado.

Abaixo, tem um excelente material da Embrapa com informações sobre como montar o rodízio e como manejar os animais dentro dele. Boa leitura!

DICAS_Producao_Ovinos_Caprinos_Sitema_Rotacionado

 

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A importância do chifres na reprodução dos caprinos

O sonho de trabalhar só com caprinos mochos (sem chifres/guampas) acompanha a maioria dos criadores, principalmente aqueles voltados para a produção de leite. E o mochamento (retirada dos chifres, mesmo que só o botão), realizado nos cabritinhos bem novos, é uma prática comum nos criatórios. Mas então por que não utilizamos só animais mochos (que já nascem com o gene para não ter chifres)? Se só cruzarmos cabras e bodes sem chifres, a grande maioria dos cabritinhos nasceriam mochos… Seria perfeito, se não fosse um detalhe: animais mochos, se homozigotos, são inférteis ou subférteis.

Para não ter problemas de fertilidade, basta que um dos pais (a cabra ou o bode), tenham chifres. Como é mais fácil controlar pelo bode, e ele deixa muito mais filhotes que uma cabra normalmente, é que indicamos que o bode sempre seja aspado /chifrudo.

No artigo abaixo, tem todas as explicações do porquê isso acontece.

CaraterMochoInfertilidadeCAprinos

 

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